Na última semana concluímos a 1ª Rota Inovadora Internacional da ANPEI (Alemanha/Suíça) com um objetivo simples: voltar com inteligência aplicável — e com caminhos reais para cooperação, projetos e articulação institucional.
A seguir, uma síntese do que de fato aconteceu e como isso gera valor para a rede ANPEI.
1) Cooperação internacional: o “como” importa tanto quanto o “o quê”
Em agendas com atores do governo e do ecossistema, ficou claro que projetos bilaterais tendem a avançar em duas camadas: abertura institucional/política e, depois, estruturação técnica (instrumentos legais, métricas e governança). Isso ajuda a reduzir ruído, expectativas irreais e a desenhar propostas que realmente caminham.
2) Transferência de tecnologia: modelos replicáveis existem — e são operacionais
A missão aprofundou a leitura sobre como modelos alemães (especialmente em pesquisa aplicada) se conectam à indústria e como isso pode ser trazido para parcerias com o Brasil, inclusive em temas como economia circular, manufatura avançada e bioeconomia.
3) Indústria 4.0 aplicada: integração total entre simulação, produção e dados
Na visita à Siemens (The Impulse), vimos um sistema maduro de manufatura inteligente:
- Uso de digital twin e realidade virtual para validar mudanças antes de implementar
- Um Open Lab para experimentar sem comprometer produção
- Automação com robótica/visão e logística com evolução para maior autonomia
- E uma camada forte de dados (edge-to-cloud) para aprendizado contínuo
4) CERN: ciência + tecnologia + oportunidade industrial para empresas
O CERN mostrou duas coisas ao mesmo tempo:
- Um ecossistema de transferência de tecnologia com aplicações além da física (IA, saúde, energia, mobilidade, sensoriamento etc.)
- E um caminho muito concreto via procurement, com categorias em que empresas podem competir e mecanismos de incentivo para países com menor retorno industrial no ecossistema.
Para os associados ANPEI Ouro e Platina, vamos disponibilizar um relatório aprofundado com os principais aprendizados, oportunidades mapeadas e caminhos práticos de cooperação identificados ao longo da missão. O material reúne práticas de manufatura inteligente, oportunidades via CERN e cooperação internacional.
Mas a jornada não para por aqui. Em 2026, as Rotas Inovadoras da ANPEI seguem ampliando essa agenda em novas imersões internacionais, conectando lideranças a ecossistemas estratégicos de inovação.
Na China, a agenda inclui parcerias tecnológicas com universidades, visitas a institutos de pesquisa e contato com ambientes de deep tech. Já nos Estados Unidos, em Kendall Square, a imersão acontece em um dos principais distritos de inovação do mundo, com conexão direta ao ecossistema do MIT e a empresas que impulsionam inovação em escala.
Se você quer participar das próximas rotas e fazer parte desse ecossistema, clique no botão abaixo e demonstre seu interesse para as próximas imersões.